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Friday, 23 April 2010

yakiniko

Este post pode parecer nojento a algumas pessoas, mas apresento-vos "yakiniko". É o correspondente a rodízio japonês. É essencialmente carne (peixe e vegetais também) crua a gosto e ao pedido que vem sempre que queremos e que temos de cozinhar numa espécie de pequena fogueira. É o inferno dos vegetarianos e o paraíso de quem come carne. Há de tudo: fígados, coração, bifes, estômago, entrecosto, carne vermelha, carne branca, lulas, camarões, etcetc... O único problema é mesmo o preço mas se forem como eu não comem muito no dia seguinte :)

Wednesday, 24 February 2010

Pitas em Nara

[29/10/2009-22:01]

Como nem só de comida japonesa pode viver o homem, hoje foi-se a um restaurante de pitas, aquelas coisas longínquas e estranhas que consistem num pão de forma estranha recheado com carne e alface e molhos e coisas. Não fossem os japoneses picuinhas com a comida, foi a melhor pita que já alguma vez comi, embora também tenha sido a mais cara. O cherry on top foi quando começou a passar uma música dos nossos Madredeus. Suponho que para japoneses, qualquer música de línguas estranhas com um toque ambiental dê para por num restaurante estranho e mais ou menos exótico. Seja como for, foi uma agradável surpresa.

Monday, 22 February 2010

Ramen

[07/11/2009-16:16]

A imagem não pertence a este dia mas, visto hoje ter comido ramen ao almoço e ao jantar, achei por bem pôr aqui esta curiosidade. ramen, para os que não sabem, é um tipo de massa japonesa que é comido numa tigela ou, no caso da imagem, num balde. Pode ser acompanhado por uma panóplia de ingredientes adicionais que pode ir desde especiarias - picantes - da Coreia até vegetais ou carne. Mas isso não é o mais interessante, quando se come ramen por aqui, contra todas as regras de boa educação ocidentais, deve-se fazer barulho ao sorver, como se de uma bebida bebida por uma palhinha, a dita "massa" apanhada pelos pauzinhos do referido balde. Agora imaginem a seguinte imagem uma mesa com japoneses e com estrangeiros, uns a fazerem um barulho que, para muitas mães e vós, seria nojento e outros a tentarem comer o melhor que podem, sem se aventurarem nesse desafio de ferir os ouvidos e as mentes da longínqua sociedade ocidental. É claro que, só é desculpável por serem estrangeiros: o barulho é sinal de que o ramen está bom e, por isso, um elogio ao cozinheiro e e ao restaurante.
Alas, como em tantas outras coisas, é automático e, por muito mau que o ramen esteja, a maioria dos japoneses, estou aqui de propósito a excluir os yakusa, comerão da mesma barulhenta maneira.

Wednesday, 17 February 2010

Jantar

Apercebi-me hoje que estou um bocadinho mais ou menos grande farto de arroz, portanto decidi oferecer-me um bife, um daqueles que estava em promoção, e um bocado de esparguete. As bananas são para mostrar que eu ainda tenho potássio no sangue. As moedas são yens, a coisa vermelha é o meu porta chaves e as folhas que se vêem são resquícios de sombras de memórias passadas.
uff ~~

KitKat de melão

Das melhores coisas que já comi por aqui. É impressionante como um chocolate pode mesmo saber a melão :)

Saturday, 13 February 2010

Um almoço do passado

E estava tãããoo bom :)

Wednesday, 28 October 2009

Omiyage

É um termo que se traduz como lembrança mas a sua presença na mentalidade japonesa supera esse fraco termo uns milhões de vezes. O omiyage é um presente que se dá a alguém como agradecimento ou lembrança por um convite, um evento, uma festa, uma ida a qualquer lado e praticamente qualquer outra coisa. É tão forte que há, na esmagadora maioria das lojas, omiyages já preparados, embalados e embrulhados no que será papel de embrulho temático, para serem oferecidos. Este cuidado advém da importante que a sociedade japonesa dá à vista: não são só os bolos que têm de parecer bem!
A título de exemplo, recebi à pouco tempo no correio um omiyage - chá que cheira divinamente bem - de um café (na verdade um chá, como melhor se traduz, visto o chá verde e as suas divagações ser o que mais vendia por lá) em Kyoto. Igualmente, uma visita a título de favor de à quase um mês atrás deu-me, ontem, um omiyage do mais famoso doce de Okinawa, de cor roxa, feito (?) de batata doce e muitíssimo melhor do que parece ^.^

Monday, 26 October 2009

O jantar chinês

No restaurante, cuja montra está retratada na foto de cima, comeu-se o que está retratado na imagem de baixo. A comida chinesa no Japão tem um sabor diferente e, mesmo sabendo que pode ser um truque da memória e da percepção, talvez, um pouco melhor. XD

Sunday, 25 October 2009

Ramen quente

Os japoneses adoram ramen que é, como muitos de vocês sabem, uma espécie de massa num caldo cujo conteúdo tem alguns elementos tradicionais e, por vezes, vegetais, carne, ovo, especiarias, maionese ou praticamente tudo o que se quiser como acompanhamento. Mas o ramen, para nós, meninos novos no Japão, tem um (dois) problema(s): primeiro tem de ser comido a sorver a massa, fazendo a máximo de barulho possível, o que é estranho e faz uma grande chafurdice à nossa volta mas até se aguenta; o segundo é que o ramen, tradicionalmente, come-se quente, muito muito muito quente. Tão quente que, a menos que sejamos japoneses e tenhamos a boca, esófago e estômago treinado, nos queimamos. Hoje disseram-me que o ramen deve ser comido quente para preservar o sabor e que o sorve-lo é uma maneira automática de lhe diminuir a temperatura. Talvez seja mas, cá por mim, ainda prefiro esperar um bocado: parece-me mais seguro.

Saturday, 24 October 2009

Um restaurante indiano

No meio do Hondori de Tenri hán um restaurante indiano que, pela falta de pão, experimentei hoje. As doses eram, à boa maneira japonesa, pequenas. Só a comida necessária para a satisfação se acomodar no estômago, sem haver um estou cheio ou um estou com fome. Os molhos, carnes, pão e verduras tinha o sabor que deles se esperava e, em particular, os molhos e temperos estavam deliciosos. Mas o que tornou esta visita ao restaurante interessante foi o empregado, jovem no Japão à muitíssimo pouco que, depois de entender que o japonês não era a língua falada na nossa mesa começou agradavelmente a falar o típico inglês com sotaque indiano. Afinal, felizmente, se tirarmos os génios que andam a estudar a língua à anos e anos, o japonês é difícil para todos.

PS: Extra pontos para a TV, que esteve ininterruptamente a passar videoclips de música indiana XD

PPS: não há fotos por razões obvias ;_;

Carne e fruta

Em conversa com a professora Irene, que ensina português aqui por Tenri, aquando de uma passagem pela sala principal do departamento de português, não me lembro bem como, o assunto da comida surgiu e, como é óbvio, tive de tentar satisfazer a minha curiosidade com a questão da carne e da fruta por aqui. Eu não acho a comida por aqui muito cara, mas tanto a carne como a fruta estão num patamar diferente. São caríssimas: um bife pequeno, em promoção e com o prazo de validade a terminar daqui a algumas horas, chega a custar acima de dois euros e uma simples maçã, como penso que já aqui referi, chega facilmente aos três.
E porquê? Ora, pelo que entendi o Japão, em relação à comida (e não só...maybe) é um local de aparências. Isto quer dizer que a fruta tem de ser perfeita, com a forma certa, a cor certa e o sabor certo e que a carne segue o mesmo caminho, com a pouca gordura espalhada uniformemente pela mesma e com uma cor tão viva como se tivesse sido acabada de cortar. Para atingir isso, as, por exemplo, vacas do Japão têm a melhor vida que uma vaca pode ter, chegando a comer fruta fresca, a beber cerveja e a receberem massagens de modo a carne ser o mais molinha possível, tão molinha que até se pode comer crua, em sashimi de vaca que, pelo que dizem, é tão delicioso como caro. A fruta segue o mesmo tratamento, muita dela vai para sumos e molhos e condimentos pois não tem o formato ideal e a que passa a triagem é sujeita a tratamentos, e cito, "com gás para tirar o sabor amargo e as tornar mais doces". Dizem que, depois de provar a carne e fruta japonesa nunca mais de pode voltar atrás e comer o que há no resto do mundo e que isso é uma das razões para a carne brasileira ou australiana, que é muito mais barata, não singrar. Coisa estranha mas uma coisa é certa, pelo menos a fruta é (d)a melhor(es) que já comi, um dia destes, quando estiver disposto a perder a cabeça, tento a carne e digo qualquer coisa. :)

Tuesday, 20 October 2009

Uma casa japonesa

Se bem se lembram, há uns dias foi a um absolutamente fantástico concerto de koto na companhia da há pouco tempo conhecida Rose-san. Hoje, como foi combinado nessa soberba noite fui, juntamente com uma conterrânea e uma brasileira, cozinhar para a família dessa simpática senhora e, ao mesmo tempo, provar um prato das filipinas, a sua terra natal. Chegando à casa dela com o sol a pôr-se, depois ter passado por uma paisagem que não estaria desajustada pelas montanhas de Portugal e depois de termos um acidente com uma bola que veio em direcção ao carro depois de ter saído da mão de uma criança descuidada que, ao se aperceber de tal vicissitude, fugiu rapidamente para o bosque atrás do parque aonde brincava, chegamos à casa aonde o serão (e, para deleite de algumas pessoas, pequenos cães) nos aguardava.
Ao entrar em casa em que, como seria de esperar, sapatos não entram, a família dela recebeu-nos com toda a simpatia. O marido era um japonês nos seus quarenta ou cinquenta anos que, tão diferente do que vemos nos comboios mostrava um espírito não stressado, calmo e até divertido. A sogra, uma mulher muitíssimo idosa e com uma presença surpreendente, com, foi-nos dito, cem anos fez uma breve aparência para, suponho eu, ver o que era o comoção. Os filhos, que foram chegando, mostraram a surpresa própria de crianças adolescentes e os gostos também: ambos eram avidos leitores da shonen jump ^_^ A casa, essa era tudo o que esperaríamos de uma casa japonêsa, além da normalidade e sentimento de proximidade que a arrumação de tudo dava, havia portas de madeira que deslizavam, tatamis no chão, (algumas) paredes de papel branco e até o que seria melhor descrito como um mini templo numa das divisões.


Quê? Isso não é normal nas csas japonêsas! No máximo dos máximos há um altar ~.~ Verdade, verdade. Mas, como viemos a saber, esta casa servia de mini-igreja da religião vigente - Tenrikyou - e, como tal, tinha o espaço religioso devidamente preparado. Três mini-altares, a poesia das músicas nas paredes, as decorações em papel, os tatamis e os instrumentos tornavam aquela sala uma preciosidade numa casa que só por si já é cheia de coisas incomuns par aos meus olhos não habituados. E não pensem que tal divisão era só fogo de vista ~ pouco depois de chegarmos, ainda no inicio da preparação do jantar, tivemos o privilégio de ver umas das cenas mais surrealistas de que tenho memória. Rose-san, juntamente com o marido e os dois filhos vestiram as suas vestes cerimoniais e, de forma tão natural que contado teria tido dificuldades em acreditar, executaram o a vontade e a minúcia de quem o faz muitas vezes, a sua reza diária e, sendo a Tenrikyou, não surpreendentemente, esta foi composta por música, tocada, em instrumentos tradicionais, pelos homens, cantada (talvez seja melhor dizer entoada?) pelo pai e, dançada, da forma que só os Tenrikyou-anos conseguem, fazer pela mãe. A beleza, hipnotismo e atmosfera do local, som, situação took me to places.


* * *


Depois da bela cerimónia slash reza slash performance slash ritual dedicamos os nossos esforços ao jantar. O arroz de polvo é fácil de fazer e, com a ajuda (ou talvez deva dizer "a ajudar" :) das exímias cozinheiras que tinha a meu lado, nada correu mal. Os nossos anfitriões, em particular, o filho mais novo, gostaram do dito arroz e a sopa de cogumelos estranhos com frango e legumes com um travo delicioso a limão estava mais do que boa. Para não variar comi de mais outra vez :s
Foi particularmente engraçado e interessante ver que o marido tratou do polvo com pauzinhos e que, mesmo com o arroz muito mais separado que o arroz japonês, ele conseguia apanhar os bagos sem grande dificuldade ~ it takes a lifetime!

Depois do jantar ou, melhor dizendo, prolongando-se depois do jantar, de uma forma que nada tem haver com o Japão que até ai conhecia - como é grande a diferença entre o público e o privado aqui! - a conversa sobre tudo e nada, diferenças culturais, países distantes (como os nossos) e países estranhos (como este), personalidades, arte, anime, gostos e tudo o mais chegou a hora, impulsionada por um teste num dos dias que seguiam, da despedida.
Numa palavra: absolutamente fantástico.

お世話になりました!!!

Sunday, 18 October 2009

O jantar


É bom não é?

Kaiten Sushi: Oosaka version

Oitocentos e noventa iens. Menos de um metro de espaço. Água gelada e chá verde à borla. Uma passadeira rolante. Sushi, sushi, sushi e mais sushi, infinitamente, recorrentemente, transcendentemente a correr do lado direito para o esquerdo, mesmo à frente dos meus olhos. Sushi com camarão, sushi com polvo, sushi com lula, sushi com salmão, sushi com paixes desconhecidos e inclassificável, sushi com wasabi, sushi com verduras, sushi com bolinhas cor de laranja completamente deliciosas, sushi com nori, sushi sushi sushi. Finalmente, depois de vinte e três pratos e aproximadamente depois de quarenta pedaços de sushi, o almoço, por razões que só o dolorosamente cheio estômago conhece, acaba. aiai ~



Saturday, 17 October 2009

O jantar de hoje ...

... num restaurante pequenininho na gigantesca estação de Oosaka.

Friday, 16 October 2009

Comida da recepção

Este post é para não misturar a comida com a história, se não seria difícil de me focar no que aconteceu. Hoje, dia quinze, depois de três semanas de aulas, foi o dia em que os estudantes de outros países foram apresentados à escola. E, como não poderia deixar de ser, havia comida japonesa para as cinquenta pessoas que ali se encontravam. As fotos falam mais do que as minhas palavras, os nomes, esses, por ordem, são: yakisouba, uma espécie de chopsuey muito popular por aqui, nem faltando, por cima, vermelhos, os umeboshi; tenpura de camarão que estava soberba; sushi, do qual comi mais de vinte peças; salada com carne e maionese (???); e uma espécie de sopa de carne, polvo e o que parecia ser gordura mas era batata cozinhada de modo muito estranhos com, cujo nome ficou perdido nos anais da memória. Havia mais coisas como aperitivos parecidos com hóstias de camarão e coisas com ovos e montes de furta e etc. Comeu-se bem essa noite! :D
No fim ... bem, vamos só dizer que a noite (e até a manhã) foi difícil de aguentar com tal indigestão :| ~ anyway totally worth it!


Pastilha de carne

Hoje, sem o saber, uma amiga minha vinda da China ofereceu-me algo cujo conceito já tinha imaginado em tempos idos em que rumava as ruas nocturnas de Portugal: uma pastilha de carne. Bem, sejamos francos, não é bem uma pastilhas, nem um rebuçado, como, de resto, aparente, é antes uma espécie, se bem entendi, de aperitivo feito com carne de vaca seca, um molho que, em tudo, é chinês, e, pelo que parece, sementes de uma planta que bem pode ser um girassol. Ou seja, o mais parecido que já provei com um halls de carne. E sim, é muitíssimo bom! :)

Wednesday, 14 October 2009

O jantar de hoje

Tuesday, 13 October 2009

Mesa pequena, almoço grande

Japão. Nara. Rua principal. Restaurante minúsculo. Senhora que manda na coisa berra assustadoramente e de forma totalmente não japonesa de três em três minutos. A mesa é ainda ainda mais pequena que o restaurante. A comida é totalmente deliciosa. O meu prato é uma mistura de verdura, rebentos de soja e fígado que estava divinal, acompanhado com gyoza e arroz que, ocasionalmente, se banhava em molho de soja. A água, geladíssima, como de costume, foi oferecida. E tuo junto, não ficou a mais de cinco ou seis euros. ^_^

Monday, 12 October 2009

Okonomiyaki

O nome, de forma muito pouco japonesa, com demasiada ostentação, significa "algo que vais gostar". No fundo é uma espécie de panqueca com vegetais e outros ingredientes que podem ir desde camarão e queijo até carne e vegetais. É feito numa grelha e, nos restaurantes mais refinados, preparado a nossa frente. O segredo, esse, está, claramente no molho que é completamente delicioso e encaixa como poucas luvas o fazem na dita mistela.
Mais uma das comidas altamente recomendadas para todos os que vierem ao Japão ^^,