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Sunday, 14 March 2010

Omizutori (お水取り)

最後のお水取りの日。すごく待った後ですごくきれい見栄。

Depois de, há/à (afinal qual é que se usa mesmo???) dois dias atrás ter estado aqui, voltei para o último dia do festival que, aparentemente, demora muito menos tempo. Havia menos pessoas, mas mesmo assim era uma multidão considerável. Fui visitar o templo em si e, dada a vista, imaginei-me a comandar, queimar, afundar e esmagar os que, em baixo esperavam o espectáculo que se seguia. As câmaras dos profissionais estavam prontas. Só restava arranjar um local, estrategicamente colocados para maximizar a vista que achava que ia ter e, claro, esperar ~



* * *


~ esperar, 待, esperar, 待, esperar ~
~ esperar, 待, esperar, 待, esperar ~
~ esperar, 待, esperar, 待, esperar ~
~ esperar, 待, esperar, 待, esperar ~
~ esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar, 待, esperar.

E depois ... uma das coisas mais fantásticas de sempre!




Parque de Nara

Antes do festival, ando pelo Parque de Nara entre florestas mais ou menos cerradas, olhares de veados mais ou menos inquisidores, árvores mais ou menos floridas e lagos muito japoneses ~ hehe

Língua de veado

Um veado pequenino e a sua mamã no parque de Nara. Se repararem ele tem a língua de fora: nunca a pôs para dentro e estou convencido que é um problema, talvez genético, que ele tem. Como os veados aqui são alimentados e mantidos pela população é normal que a selecção natural não seja tão apertada como seria num ambiente mais selvagem. Alas, suponho que seja kawaii ne :o

Friday, 12 March 2010

Omizutori (part I)

Foi o tempo de chegar ao Japão, ir para Tenri, comer qualquer coisa, avisar quem quer que seja, dormir uma horita ou assim e, ignorando o quarto que já viu muito melhores dias, ir a caminho de Nara para o festival que me fez voltar tão cedo: o Omizutori.
Esse ocorre uma vez por ano por esta altura no Nigatsudo, um subtemplo do complexo de que faz parte o Todai-ji que tem um Buda de quinze metros. Como esperado Nara estava a abarrotar, mesmo caminhado por trilhos secundários (perdidos!) e o local do dito festival estava impossível: hoje é o dia onde há mais tochas. Ou seja, este festival, que afugenta os espíritos maus do inverno, dá sorte e dá as boas vindas à primavera é, essencialmente, um espalhar de cinzas das varandas altas do dito Nigatsudo. Essas, vêem de tochas que são apresentadas, caminhadas, abanadas e, por fim, desfeitas, à vista dos deslumbrados espectadores que, estando em baixo, recebem as cinzas e toda a sorte que elas transmitem. Hoje é o dia em que há mais tochas, em que as tochas são maiores e em que há mais gente e eu ... confesso que fiquei desiludido...
Porquê? Porque as tochas vieram uma a uma, diminuindo em muito o espectáculo visual esperado. A primeira foto é de uma cartaz de apresentação do festival e, raios os parta!, é tirada com a durante uns bons minutos para dar esse efeito. Alem disso, a táctica de por o pessoal a circular: de modo ao máximo número de pessoas puder ver o dito foi posta em prática o que quer dizer que a azafama tirava muito do espiritualismo da cena.
De qualquer modo, graças à companhia e ao facto de se verem japoneses totalmente malucos com o espectáculos e ao parque de Nara ao crepúsculo e à noite ~ valeu a pena! :)

Wednesday, 24 February 2010

Pitas em Nara

[29/10/2009-22:01]

Como nem só de comida japonesa pode viver o homem, hoje foi-se a um restaurante de pitas, aquelas coisas longínquas e estranhas que consistem num pão de forma estranha recheado com carne e alface e molhos e coisas. Não fossem os japoneses picuinhas com a comida, foi a melhor pita que já alguma vez comi, embora também tenha sido a mais cara. O cherry on top foi quando começou a passar uma música dos nossos Madredeus. Suponho que para japoneses, qualquer música de línguas estranhas com um toque ambiental dê para por num restaurante estranho e mais ou menos exótico. Seja como for, foi uma agradável surpresa.

Tuesday, 23 February 2010

Numa Loja em Nara

[29/10/2009-22:00]

Aliás, numa minúscula loja de videojogos num centro comercial meio recôndito e obscuro na cidade de Nara. Aparentemente no Japão o FFVII é quase duas vezes mais caro do que o FFVIII. Alguém sabe se a PS que se compra por cá é compatível com estes? :o

Tuesday, 27 October 2009

Estação de Nara

Depois do park, depois de "desfrutar" a companhia dos bambies por mais algum tempo, de ver alguns a serem indecentes com o que faziam sozinhos e acompanhados (a máquina sem bateria :s) e do jantar, por excepção, no mac, foi-se para casa. Na estação, enquanto esperava e esmiuçando a máquina ao máximo ainda apanhei a foto de cima com quatro elementos que caracterizam as estações japonesas: pessoas em fila dupla para apanhar o comboio, uma menina do ensino pré-universitário com o seu típico uniforme, um salariman de fato, gravata e mala e, por fim, uma senhora com uma máscara de modo a propagar o menos possível da doença que tem ou para não contrair a que os outros possam ter ~ funny thing :D


Nara Park

Saídos do parque resolve-se, muito logicamente, ir passear no parque de Nara onde ruminam e andam os veados. Não nos adiantamos muito até porque o tempo e o tempo não estavam de feição, mas deixo aqui um aviso que tem atrás dele a dolorosa experiencia pessoal: se for normal os animais não gostarem de vocês não se aproximem muito dos veados sem hastes (fêmeas), os machos não gostam e podem virar-se para vocês e, como se de um carnívoro se tratasse mostrar os dentes e, ameaçadoramente, numa de “deixa a minha menina em paz” caminhar na vossa diracção ~ aiai ~ vá-se lá entender veados

Nara National Museum
















Já devo aqui ter falado na aula de história completamente em japonês que é totalmente imperceptível par aos meus e, talvez, muitos outros ouvidos. Claro que a vantagem de ir às aulas são só as visitas de estudo e, desta vez, ele levou-nos ao museu de Nara. O museu, aparentemente conivente com vários países da Ásia não é nada grade, tendo apenas três ou quatro salas muitíssimo pequenas, particularmente para quem é “da Europa”. A maior parte, se não todas, das obras eram de índole budista, o que, sendo este o museu de uma das cidades que trouxe o budismo para o Japão, não é de estranhar. Estatuas dos guardiães, de deuses celestiais, de reis míticos e de, lol óbvio, budas, faziam o prato do dia.
No entanto, a coisa mais engraçada foi mesmo a questão das fotos, estava eu muitíssimo tranquilo a tentar apanhar alguma da beleza que os meus olhos viam para a câmara, quando uma senhora vem e mete a mão mesmo à frente da lente, obscurecendo a imagem da estátua, agora, para lá dela. Aparentemente é proibido tirar fotos a tudo o que não faz parte do museu, o que, como seria de esperar, é tudo o que é completamente fantástico tipo a estatua de madeira do velho sábio budista em pelo e osso e as esculpidas representações totalmente orientais de um leão e um elefante. E como é que o museu mete os visitantes a respeitarem as regras? É estranho, é japonês, funciona por pura psicologia social (that the rigth name?). Basicamente, quando te vêem tirar uma foto eles dizem, alias, guiam-te, de modo a falares com uma senhora que te diz, muito simpaticamente as regras, te faz assinar um papel e, depois de teres entendido tudo, te dá uma insígnia verde para colocares no braço como sinal ou prova de que já lá estiveste. Depois de toda a artimanha e com a dita marca, como é que alguém terá lata para tirar – explicitamente - fotos a seja o que for que não é permitido?


PS: Sim, é a mão da senhora!

Cultura kawaii

Um exemplo engraçado no parque de Nara :)

Tuesday, 13 October 2009

Nara, escondida

Mais algumas fotos de uma part meio escondida de Nara. Na última, um casal de velhinhos que me deixou, simpaticamente, fotografa-los; a senhora visivelmente envergonhada XD

Tōdai-ji


Este é, possivelmente, o templo mais famoso de Nara e um dos mais conhecidos templos Budistas do Mundo. Dentro dele, encontra-se um Buda que é mesmo grande mas tudo a seu tempo. Uma coisa estranha a constatar era quão diferente era a atmosfera no caminho/estrada, cheia de pessoas a ir e vir do templo, crianças a correr e os ocasionais veados; e a atmosfera nos lados dela, com os seus ribeiros, plantas e lagos a gritarem, com o seu corpo, movimentos e presença, a palavra "serenidade". Talvez esta coisa do Budismo dê mesmo uma iluminação espiritual.

Dito isto, a quantidade de pessoas era imensa, pelo feriado e pelo festival da cidade e isso fazia com que a fauna japonesa e os respectivos todos os rituais fossem facilmente observados. Por exemplo, numa espécie de altar redondo pudia-se acender um pau de incenso; depois, “lava-se" a cabeça com os fumos que dele saiam, coisa que, acreditam os que o estavam a fazer, tornava o cérebro e, consequentemente, a pessoa, agora, “fumada”, mais inteligente. Eu apenas me queimei a colocar o incenso, não foi muito inteligente da minha parte XD (drryyyy~)


* * *

Antes de entrar e, em boa verdade, também no caminho para o templo os guardiões olhavam, de cima para baixo para a multidão. Estas estátuas de madeira são lindíssimas e impressionantes. As suas faces tem uma expressividade que lembra tudo o que o Japão tem a oferecer de mais tradicional; e as posses em que encontram inspiram poder e temor: só vendo, I guess ^^,
Dentro de Todai-ji, a estátua magnífica e gigantesca de Buda, de quinze metros (só o olho tem um metro) ladeada de dois Budas mais pequenos, com apenas uns dez metros, dava uma tranquilidade inexplicável à multidão, ao templo e à atmosfera dentro deles. Cheios de ornamentos parecia um altar Budista normal (em que, em geral, não se pode tirar fotos) com ouro qb e as típicas estátuas de plantas e os simbolismos reminiscentes de uma certa zendade.


Por detrás dela, num dos cantos do templo o pilar com o famoso buraco, do tamanho da narina do dito, continha à sua espera uma fila enorme de crianças. Fica para a próxima a minha passagem lá pelo meio ^_^ Afinal, passar pelo dito, dá sorte.


À saída, a estátua assustadora, feita de madeira, de Pindola, um dos dezasseis mais famosos discípulos de Buda e mestre dos "poderes ocultos", que continha a promessa de curar a parte do corpo correspondente à parte dela que fosse tocada. Eu, por mim, toquei-lhe na cabeça, pelo menos é que o pessoal diz. No fim, fiz um amigo pequenino que se juntou a mim em serena contemplação dos campos do templo ~ sweet thing

Um dia em Nara


Nara, a cidade que dá nome à região onde me encontro, é, possivelmente, a cidade mais bonita da zona. Transpira natureza, muito devido ao seu enorme parque slash bosque slash floresta em que caminham, livremente, mais veados do que a vista pode ver e o cérebro pode contar. Pelo natural verde existem templos e estruturas dedicadas aos Deuses, aos antepassados, e ao que é “naturalmente” sagrado. Os templos são umas contastante: o famoso Todai-ji, com o maior Buda do mundo, com os seus olhos de um metro e a sua altura, sentada num nenúfar, de quinze metros, repousa tranquilamente. Noutro, o Kofuku-ji, lembra a estrutura de cinco andares reminiscente de um jogo à muito muitas vezes jogado. E ainda, um que dá vista para um pôr do sol imergente.

Terminada a caminhada pela rua principal e muito perto do lago que a finda e do largo onde o templo com um dos mais famosos pagodes de cinco andares do Japão - Kofuku-ji - assenta, vimos um espectáculo não incomum de estátuas pequenas com uma espécie de babetes. Aparentemente uma prática para os deuses protegerem as crianças que morreram sem terem nascido: só eu é que acho isso muitíssimo macabro?
Chegados ao referido templo, em que, infelizmente, não tivemos tempo para entrar a atmosfera festiva já palpitava e, mais do que isso, a impressionante torre de um estilo que muito dificilmente associaríamos a outro país (talvez a china ~) e ainda mais dificilmente não associamos ao magnifico FFVII. É impressionante quão parecida este pagode é com a torre em Wutai.


* * *

A quantidade de pessoas acusava o feriado nacional em que nos decidimos aventurar por esta magnifica cidade, nele, talvez de modo não correlacionado, o festival de cortar-os-chifres-aos-veados estava a decorrer. O porque é simples: se deixamos os chifres crescer torna-se incomportável ter mil e duzentos veados a caminhar livres pela cidade e além disso, não lhes faz mal e diminui-lhes a violência. É pena que tire um bocadinho da presença dos animais mas nada feito. De qualquer modo, para esse dia, por ser feriado, ou por outra qualquer razão, montanhas de pessoas e, em particular, estudantes pré-universidade, com as suas famosas vestes, se encontravam de visita, naquilo que se poderia facilmente considerar um festival de uniformes a correrem de um lado para o outro.


Não pudemos deixar de entrar em Todai-ji embora essa história fique para depois. Finalmente, depois de um tempo que talvez tenha sido de mais, o dia terminou com um passeio pela floresta, onde o sol baixo tornava o chão em ouro, onde havia templos e altares em toda a parte e um pôr-do-sol belíssimo e, por alguma estranha razão, quase nostálgico, nas varandas de um templo, cujo nome já foi esquecido ou talvez nunca tenha sido dito à minha pessoa, com vista para a cidade e sem bateria na máquina. Definitivamente tenho de comprar uma nova ^_^