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Monday, 23 August 2010

One one time... post office :o

Today I when to the mail-post to send a letter. As I'm leaving soon I put nothing in the "FROM" part of the envelop except for a joke-like 日本 (Japan) and my name. The face of the man working there, as I told I him I wouldn't have an address in Japan soon, was priceless: a mist of "oh shit" and "what can I do now" and "oooh SHIT". He talked to his college and he told him I should probably put my home-country address. By now I was enjoying the small dark box they were running in and told them I didn't want to do that. His face when from bad to worse. I'm the customer so, without one hundred and one per cent sure, he wouldn't be able to tell me I must do it. And his epic journey through bureaucracy started. He talked with the rest of his colleges, all of which looked sympathetic, waving their heads in acknowledge of the problem but, nevertheless, useless in solving the storm I've caused. Then, he when "inside" to the unknown and invisible parts of the building, the deepest offices of the Vogons in charge. After a while he was out, maybe not with a solution but at least, apparently, with a plan. The promptly when to his desk, picked up the phone dialed and ... waited. After a while a conversation had begun to surge and, as your eyes met I know the storm was coming to an end. Finally, he came to me and, with no doubts or problems or thoughts, told that I must put my home adress in the letter.

This short, truth, sightly humorist and somewhat sad story shows what I consider to be the worse part of the Japanese culture in motion. The total inability to see, analyze and go beyond the preset rules; the small through completely and utterly stuck in the small dark box of the corporate culture; the total lack of flexibility to solve, by other means and other, more suitable, ways, a specific, unpredicted problem; is what ultimately limits and shorten the views and minds of this beloved country. If, by some magical achievement, the Japanese spirit could go past this limitation and, at the same time, keeping the union, the effort and the persistence that characterizes them, Japan would go even further, reaching to the stars and beyond, like no other country does and is doing in this day and age.

皆さん頑張れ!

Calor

O Verão japonês mata. Isso já se sabia. A surpresa é até que ponto a sua devastação se faz sentir. Por aqui está calor. Um calor abafado, suado, que se cola à roupa, que nos faz não querer sair de saca. Um calor que se sente no momento da saída ou da abertura da porta como uma onda de veneno que murcha as mais fortes flores. Um calor que seca a roupa lavada em minutos mas que nunca a deixa fresca e arejada. Um calor que aquece a água nos canos a até ela se transformar num liquido estagnado, seco e imbebível. Um calor que faz a noite ser passada entre viagens ao frio liquido mais próximo e que nos acorda com manchas de suor nos lençóis. Um calor que fazem os mosquitos, escaravelho, baratas e cigarras crescerem para tamanhos tropicais e número incontroláveis. Um calor que apodrece todo o alimento esquecido. Uma calor que, muito devagarinho, nos mata.

Wednesday, 21 July 2010

jishin!

Era uma das coisas que queria experimentar aqui :)
Hoje, enquanto estudava os quinhentos kanji para o exame da manhã que passou, por volta das seis e vinte e uma da manhã, um terramoto com a pequena magnitude de cinco ponto um atingiu a zona do Japão em que me encontro. É certo que eu me encontrava em condições de sono e concentração para me lembrar que, nessas alturas o melhora a fazer é ir para as soleiras das portas e esperar réplicas mas, por outro lado, nem as pequenas torres de moedas da secretária caíram ao chão. De qualquer modo, foi o maior que experimentei até hoje ~ não deu nem para um susto pequenino, mas suponho (será???) que seja melhor do que um que cause um susto (ou pior...) que não esquecemos tão fácilmente ~

O tempo e o teste

Não é que eu tenha morrido ~ longe disso! Mas a situação por aqui, com as mudanças e as despedidas e os exames e as viagens e as coisas não me deixam dedicar tanto tempo quanto quereria/deveria a este espaço. Alas, hoje faz-se uma espécie de ponto da situação.

Por aqui, acabou de acabar a época das chuvas. A horrivelmente molhada, sufocante inibitória época das chuvas. Nas piores alturas, sair de casa significava dar um mergulho numa atmosfera com noventa e nove por cento de humidade que de mão dada ia com um calor sufocante. É engraçado ver como o suor de dentro e a chuva de fora se podem confundir de forma tão perfeita. E claro, foi giro estar no meio de tempestades tropicais em que a chuva molha mas não esfria ^_^
Agora, o Verão japonês planeia avançar dolorosamente, ainda nem estamos em Agosto mas já o céu azul ameaça temperaturas que não ficam atrás dos piores momentos de Portugal ... sem esquecer que, por aqui, não há uma abundância de praias.

* * *

Hoje foi o exame final de kanji e de leitura. Eu deixo a analise do de kanji para outras alturas em que a memória esteja menos danificada e passo para a surpresa do dia e, afinal, a razão deste post. O exame de leitura é, no fundo, ler um texto e mostrar que o entendemos respondendo a algumas perguntas. Não surpreendentemente entender o texto é muito mais fácil que responder às perguntas mas, em geral, não é nada que não se faça com mais ou menos dificuldade. Os textos, tanto os do exame de hoje como os dos exercicios passados, tem como tópicos, em geral, partes ou histórias ou curiosidades da cultura japonesa.
O exame de hoje vinha em duas partes. O primeiro texto falava sobre um reencontro entre dois amigos, mais de quarenta anos depois, e de como a amizade dos dois se baseava (e, depois do encontro, se continua a basear) no facto de ambos gostarem de ... pescar. Isto pode parecer estranho, em particular com todas as idiossincrasias que o texto explicitava mas, por estes lados orientais, não é algo que eu não veja acontecer de forma mais ou menos normal. Já se sabia que os orientais em geral e os japoneses em particular tem uma maneira muito particular, i.e. fundamentalmente diferente, de ver as relações humanas e os sentimentos de que delas advém mas nada disso me podia preparar para o segundo texto, repito, do exame final.
Este texto falava, de forma muitíssimo detalhada sobre a infância de uma criança que perde o pai com uns sete ou oito anos. O testo começava com a frase "quando estava no primeiro ano da escola, o meu pai morreu " e continuava a explicar a vida que o pai levava - workaholic, nunca em casa, a viajar para o estrangeiro, ausente e sempre ocupado - como ele morreu - quando estava a beber sake com os clientes e caio para o lado depois de fazer uma cara de dor - como ele (a criança) foi acordado pelo telefone numa noite fria de Fevereiro e como a mãe o levou ao hospital onde o pai, que já nada falava, estava; como a mãe dele, durante muito tempo depois, chorava fortemente; como a vida de casa mudou com a necessidade da mãe arranjar um trabalho e a solidão e tristeza sentida - aqui detalhes mórbidos como o facto dele fechar a porta de casa depois da mãe sair ou o facto dele esperar por ela depois da escola sozinho coma sua dor - e, por fim, como ele, repito, uma criança de sete ou oito anos, se sentia triste e em lágrimas cada vez que via crianças da mesma idade a saírem de casa com os pais para irem a qualquer lado e como ele não tinha a coragem para pedir o mesmo à mãe vendo quão cansada ela sempre estava a trabalhar sete dias por semana. E sim, isto tudo num exame final, mesmo sem saber que tipo de famílias, relações e traumas tem os alunos que tem de, obrigatoriamente, fazer o teste. Agora, corrijam-me se eu estiver enganado: em Portugal e provavelmente no resto da Europa (não sei quanto às Américas) isto nunca acontecia pois não?
No fim do exame, chocado, fui perguntar ao professor porque é que o texto era tão triste e ele responde-me, com uma cara de incredibilidade, "não é nada triste, é normal". Eu ainda não sei bem o que é, mas de uma coisa eu tenho a certeza absoluta: os japoneses não têm, vêem, sentem e pensam as relações e emoções como nós, povos não asiáticos, o fazemos.

Thursday, 22 April 2010

雨! (chuva)

Agora chove. Não é aquela chuva miudinha em grande quantidade, nem tão pouco a chuva grossa de poucos pingos: é o melhor dos dois mundos! Há muito tempo que não via chover tanto e com tanta pujança. O curto caminho da universidade até casa chegou para encharcar por completo o cabelo, o casaco e os sapatos. Por outro lado o cheiro, atmosfera, esvaziamento humano e naturalização do espaço é, no mínimo, agradável, no máximo, libertador :)

Saturday, 10 April 2010

O hoje prolongado

Suponho que devia dizer o que ando a fazer por estes lados. Estamos no inicio do fim da famosa, pequeníssima, bela e ocupada época das sakuras: as flores rosa, brancas e, até, azuis, abrem num esplendor ferocíssimo e, de seguida, as pétalas caem e nada sobra sem ser o tapete de pétalas no chão. Para os Japoneses é a metáfora perfeita para a efemeridade e o total descontrolo que temos sobre o que acontece numa vida dominada pela natureza e o destino. Sendo assim, o que não faltam é festivais e locais e festas para ir, ver, fotografas e experimentar.
Por outro lado as aulas começaram. Além do seguimento, muito mais difícil, complicado e com um professor on-crack do curso intensivo das manhãs no primeiro semestre, meti-me - e ainda não percebi porque - em aulas da tarde, com professores novos, manias e, mais importantemente, matéria e pessoas novas. E, embora haja aulas em inglês que se adivinham fantásticas, as aulas suplementares cheiram-me a dificuldades tramadas. Além disso, claro, há as normais arrumações que parecem infinitas, a loiça, a roupa, a limpeza, e tudo o mais. Finalmente, claro, o tempo aquece e o que será o Verão apresenta-se por entre as caídas pétalas: há insectos no ar, há lagartos, aranhas e sons que seriam de outros mundos se não fosse o hábito e a capacidade de adaptação.
Alas, indeed in my wonderland ... maybe!

PS: fotos do dia de hoje em Kyoto ~ há muitas mais, mas não há tempo para fazer um selecção a sério ~ uff

Monday, 5 April 2010

Kendo

O Kendo é uma arte marcial e os seus praticantes usam uma espadas de madeira chamada shinai, com que têm de bater no adversário. Como todas as artes marciais é verdadeiramente tramada de apreender com todo o detalhe, mesmo usando a vida toda para isso. Alas, hoje, depois de ter andado e visitado e fotografado o castelo de Osaka e as suas imensas sakuras ouvi pessoal a gritar, com uma selvajaria nunca antes por mim vista no Japão, e o que pareciam ser pedaços de maneira a bater uns contra os outros, como se os relâmpagos viessem de árvores e não das nuvens. Era um espaço de treino para antes marciais onde o pessoal estava a "treinar". Entre aspas porque aqui não parecia nada treinar: parecia que estavam a faiscas de se matarem uns aos outros. As pessoas caiam, davam os as espadas nas cabeças e mãos uns dos outros, gritavam e lançavam-se ao adversário como uma velocidade que os meus olhos cansados mas atentos mal acompanhavam.
O homem no centro da foto, por baixo da bandeira do Japão era o maior! Pela cara enrugada, devia ter uns cinquenta ou sessenta anos, e, pelo que observava, era o sensei dos mais avançados, visto que o pessoal que lutava contra ele devia ter uns trinta ou quarenta anos. Eu não percebia nada e duvido que isso tenha a haver com o facto de não saber as regras. Umas das coisas engraçadas era que, de vez em quando os alunos faziam, três vezes seguidas, uma investida que terminava com uma pancada fortíssima da espada na cabeça do homem - não me atrevo a chamar-lhe velhote - que não ripostava e que, no fim, mandava um grito daqueles que projecta uma aura que não se vê todos os dias.
Se vierem cá, vale a pena ~ os treinos começam todos os dias às quatro da tarde ^^

Medo?

Esta foto não é particularmente interessante. É tirada mais ou menos no meio da estrada mas, como se pode ver não havia carros nessa faixa. A localização é Osaka, Temmabashi, e o relógio aponta uma umas seis horas: hora de ponta portanto. Nesta altura andava eu à procura de mais um local para fazer hanami: ver e apreciar as sakuras em flor. O local permaneceu e permanece escondido mas, na altura da foto a esperança de o encontrar ainda existia. No momento que a câmara roubou ao tempo havia uma mulher nos seus trinta anos à minha direita: estava na paragem de autocarro e, talvez, tenha estranhado o meu comportamento. O que é certo é que, na minha inocência lhe quis perguntar, no meu mais polido e certo japonês, onde era a localização do tal local pelo que, de modo natural, me virei para ela e avancei um passo na sua direcção. Nunca mais vou esquecer (maybe) a sua reacção: depois de um salto brusco para trás e um abrir de olhos que revelavam surpresa, medo e desconforto; a mulher vira costas e, no jeito balanceado e lento de corrida japonesa, corre o mais rápido que os saltos lhe permitem para longe da minha pessoa.
É sabido que há japoneses que não gostam, não se sentem à vontade ou não entendem os estrangeiros (gaijin); também é sabido que eu não tenho a aparência mais vista por estes lados do mundo; e, por fim, é sabido que o desconforto entre sexos é grande no Japão. No entanto, dai a ter uma reacção tão violenta vai uma distância grande ... ou será que não? Já não é a primeira vez que me acontecem peripécias parecidas mas é a primeira vez de uma tão forte ~ well, suponho que há doidos para tudo :)

Monday, 15 March 2010

Dia de Lixo

Como já foi dito, não há contentores de lixo por aqui. O que quer dizer que, em dia de recolha de lixo, pela manhã, temos estes molhos nas ruas com o lixo especifico do dia, à espera de recolha.

Sunday, 14 March 2010

Clubes do/no Japão

Para quem vê anime os clubes japoneses não são uma novidade assim tão grande: depois das aulas, da escola primária até à universidade, e às vezes para alem disso, milhões de jovens se dedicam, de corpo e alma, que, não raramente, passa a ser mais importante do que as aulas em si. Os clubes têm um valor social enorme. Por um lado permitem à pessoa encontrar outros que partilhem os seus gostos, coisas na sociedade japonesa rara e que não acontece se não se criar uma situação ou localização para isso. Por outro, faz com que o desenvolvimento físico e slash ou mental da pessoa não seja só focado no que dado nas aulas. Não é normal haver japoneses que sabem tocar guitarra ou koto, que saibam caligrafia a nível profissional, que já tenham praticado algum desporto ou arte marcial, ou que já tenham convivido mais com uma língua estrangeira por que se interessam. Dito isto há clubes de tudo e as suas regras são decididas internamente. Há clubes muitíssimo estritos, em que hà regras para tudo, desde quando se entra até como se cumprimenta as pessoas; e clubes muito mais suaves, em que o convívio é muito mais importante do que o que se faz. No entanto, mesmo assim, é raro o club que não tenha pelo menos um grande feito - uma peça de teatro, um concerto, uma medalha numa qualquer competição - por ano. É claro que também há desvantagens: como já me disseram, o clube tira a liberdade das pessoas. Se se gosta de futebol mas não se quer ou não se pode estar no clube tanto quanto se espera (o que mais se ouve neste tipo de coisas é ganbatte, japonês para esforça-te, que tem significados desde "boa sorte" até "devias estar a trabalhar mais" ), a pressão social e o status quo faz com que se desista em vez de andar lá sem dar cem por cento. E, claro, é muito difícil para os japonesas organizarem-se só porque sim, sem haver um propósito ou uma desculpa para o fazer: um grupo de pessoas encontrar-se uma pontual dia para jogar futebol é estranho, mas o mesmo grupo de pessoas organizar um clube para jogarem já não.
A foto mostra o clube de basebol da escola primária ou segundária de Tenri. Cada elemento está equipado e, agora que as aulas estão acabadas, passará as próximas horas a esforçar-se pelo simples facto de gostar de basebol e, talvez, querer conhecer mais pessoas que também o façam. Jogar só pelo prazer de jogar? Nah ... isso é para as crianças!

Wednesday, 24 February 2010

Estranhezas IV

Os comboios daqui são menos usados, feitos para levar mais gente de uma vez e muito mais raros nas chegadas e partidas. Não se parecem em nada com um metro de superfície e não tem uma paragem em praticamente todas as cidades, vilas e aldeias em que podem ou devem parar. Não é precisso picar o bilhete quando se entra e sai da estação, mas há um revisor que, a meio da viagem nos pede e verifica o pequeno papel. Esse pode - wow! - ser comprado em caixas de multibanco normais e não nas máquinas automáticas que esperam clientes em todas as estações. Aqui também há três tipos de comboios base mas são os melhores (alfa e intercidades) que são parecidos entre si e não os piores (local e expresso). Além disso não há shinkansen em lado nenhum e as maiores estações não são gigantescos centros comerciais subterrâneos. Finalmente, aqui os comboios não são uma espécie de orgulho e força motriz nacional ~ e ainda bem.

Estranhezas III

Quando se chega a casa deve-se tirar os sapatos. E se antes ainda havia uma certa não familiaridade com isso, agora é das coisas mais automáticas. O problema é que aqui não há tatamis, os tapetes feitos de algo que se parece com palha e que fazem com que os pés não fiquem totalmente enregelados como quando andam pelo lisíssimo chão de pedra que cobre as casas de Portugal. -_-"

Monday, 22 February 2010

Estranhezas II

Hoje disseram-me para ir pôr o lixo lá fora. Não se teve de olhar para um calendário, de ver se era o dia correcto, nem verificar se havia ou não recolha. Além do mais, no fundo da rua havia um contentor onde toda a gente podia pôr o lixo a qualquer hora, visto este ser recolhido todas as noites. Do mesmo modo, a embalagem de iogurte liquido foi posta num saco onde se encontravam mais embalagens de iogurte liquido, saco esse que poderá ser posto a qualquer altura no local designado para o efeito ~ coisa prática não é?

Ramen

[07/11/2009-16:16]

A imagem não pertence a este dia mas, visto hoje ter comido ramen ao almoço e ao jantar, achei por bem pôr aqui esta curiosidade. ramen, para os que não sabem, é um tipo de massa japonesa que é comido numa tigela ou, no caso da imagem, num balde. Pode ser acompanhado por uma panóplia de ingredientes adicionais que pode ir desde especiarias - picantes - da Coreia até vegetais ou carne. Mas isso não é o mais interessante, quando se come ramen por aqui, contra todas as regras de boa educação ocidentais, deve-se fazer barulho ao sorver, como se de uma bebida bebida por uma palhinha, a dita "massa" apanhada pelos pauzinhos do referido balde. Agora imaginem a seguinte imagem uma mesa com japoneses e com estrangeiros, uns a fazerem um barulho que, para muitas mães e vós, seria nojento e outros a tentarem comer o melhor que podem, sem se aventurarem nesse desafio de ferir os ouvidos e as mentes da longínqua sociedade ocidental. É claro que, só é desculpável por serem estrangeiros: o barulho é sinal de que o ramen está bom e, por isso, um elogio ao cozinheiro e e ao restaurante.
Alas, como em tantas outras coisas, é automático e, por muito mau que o ramen esteja, a maioria dos japoneses, estou aqui de propósito a excluir os yakusa, comerão da mesma barulhenta maneira.

Saturday, 20 February 2010

Estranhezas I

Há coisas estranhas em Portugal de que só nos apercebemos quando não estamos cá. Por exemplo, não se tira os sapatos quando se entra em casa e eles são usados enquanto se está em casa. Outra coisa estranha é que o botão que tem o zero no telemóvel faz o espaço, e isso faz com que não seja preciso andar para a direita para fazer um espaço.
Eu pergunto-me que mais coisas estranhas há neste pais por redescobrir ^_^

Thursday, 18 February 2010

Lolita

[28/11/2009-10:38]


Na estação de Kyoto, ao pé de um cartaz excessivamente luminoso a publicitar a opera da bela e o monstro que estreou à pouco. Não estranhamente, a menina tinha uma fato mais awesome do que a bela do cartaz ~












kawaii deshou ~

Wednesday, 17 February 2010

Lixo

Este é um post que queria fazer desde que aqui cheguei. É agora que tento explicar e explicitar uma das maiores diferenças entre o Japão e qualquer outro sítio. E o ponto da questão é o lixo. Na verdade, não. O ponto da questão é a reciclagem do mesmo. A reciclagem no Japão leva-se a extremos nunca imaginados na Europa e que dificilmente funcionariam em países menos organizados.
Em primeiro lugar não há caixotes de lixo. Aqueles caixotes de lixo grandes ao fundo da rua são raríssimos e quase ninguém tem a prática de os usar ao final do dia. Aqui, todo o lixo é guardado em casa, depois de obrigatoriamente separado e, obviamente, lavado. Sim. No Japão o lixo lava-se antes de ser posto no lixo. Porquê? Porque ele é colocado em casa e por lá fica... por bem mais horas do que é normal por ai. Pode-se imaginar a disciplina que isto requer: não lavar o lixo quer dizer que, em breve, a casa ai ficar com o cheiro nauseabundo daquele peixe de há dois dias atrás ou aquele ramen que soube tão bem à uma semana.

Então e a separação? Ainda mais complicado! É diferente para todas as as cidades do Japão e até para diferentes bairros, aparentemente por uma questão de optimização uso dos camiões do lixo, mas aqui em Tenri é um pequeno pesadelo que nos explicam, totalmente em Japonês, totalmente imperceptível, no dia em que se chega aqui. Essencialmente há oito tipos e, sim, há um livrinho que nos dão e que diz, praticamente para tudo o que se possa imaginar, em que tipo encaixa a coisa. Alem disso virtualmente todas as coisas tem o tipo de lixo a que pertencem todos os seus componentes nas respectivas embalagens. Os tipos são:
  • Lixo que se queima. Aqui entra todos os restos de comida, papel higiénico, preservativos, etc;
  • Plásticos. Praticamente todas as embalagens e protecções inerentes vão para aqui;
  • Garrafas, embalagens de cartão, roupa. Tudo quanto é garrafas de sumos e embalagens de leite, que aqui não têm o alumínio por dentro, e, ainda não percebi porquê, roupa;
  • Vidros e Alumínios. Os vidros têm de estar inteiros, portanto é essencialmente garrafas. No alumínio encaixa todas aquelas latas de leite condensado, molho de tomate ou pêssego que são difíceis de abrir;
  • Vidros, sprays e coisas pequenas. Garrafas partidas que não queremos ver espetadas nos pés vão para aqui; sprays daquelas coisas para pôr no cabelo, depois de devidamente de-pressurizados com um objecto especializado que nos é dado; e coisas mais ou menos raras que também têm o seu tempo como rádios, panelas e guarda chuvas;
  • Esferovite. Essencialmente, muitas das embalagens de ramen e o pratito onde estão as pizzas compradas no supermercado.
  • Coisas grandes e possivelmente perigosas. Aqui entram as pilhas, os frigoríficos e mobília.
Ora, cada um destes tipos de lixo tem um dia para ser colocado lá fora e ser recolhido. O lixo queimável, o mais mal cheiroso, é recolhido todas as segundas e quintas, a não ser que seja feriado. Isso, mesmo assim, é muito pouco e o lava-lo assume um papel muito importante no bem estar, e cheiro, da casa. Até à quem volte a cozer as espinhas não cozinhadas do peixe para o cheiro não fazer tanto efeito: peixe cozido cheira melhor do que peixe cru, particularmente se falarmos de alguns dias. As coisas grandes e perigosas, o último tipo, podem ser deitadas fora quatro vezes por ano, num só dia dos meses de Março, Maio, Agosto e Dezembro. O resto do lixo é mais complicado, mas a ideia geral é que, cada um deles vêm num dia especifico da semana, pela ordem de cima, começando na segunda e acabando no sábado. E pensar que em Portugal as pessoas simplesmente vão pôr o lixo na reciclagem ~ nem sei qual sistema é melhor.


PS: a primeira imagem tem todos, ou quase, os tipos de lixo ~
~ taihen deshou!

Manhã

Hoje estavam aproximadamente menos quatro graus quando sai de casa. Embora o tempo estivesse bom, o sol e o azul do céu desaparecido atrás de um gigantesco manto de nuvens acinzentadas, o frio fazia-se sentir a cada passo, a cada pedalada, a cada respiração. Não é a melhor motivação do mundo para sair da cama ~ mas que remédio, né?
Espero que o tempo por Portugal esteja mais quentinho ^_^

Thursday, 4 February 2010

Kannon, o casaco e a bicicleta

O dia de hoje foi cansativo. Começamos a lição três do segundo livro, tenho montanhas de revisões atrasadas, há uma fresta com toda a gente que é gente amanhã, tenho o trabalho de história para fazer e ainda tive de passar por Kyoto e ver o sanjuusangen-dou e as suas mil estatuas de kannon e outras divindades famosas. Os kannon são ajudantes/deuses budistas que, embora tenho atingido o nirvana recusaram ser Budas para ajudarem os mortais a atingirem tal estado. Têm mil mãos para ajudar as pessoas e embora só quarenta sejam representadas, cada uma delas pode ajudar uma pessoa de vinte e cinco maneiras, perfazendo a perfeição e completude do mil. A visão as mil estátuas de madeira, todas diferentes é obrigatória para todos os que visitarem Kyoto. Particularmente se levarem uma máquina (que não podem usar para fotografar as estátuas obviamente), coisa de que, infelizmente, me esqueci quando sai de casa.

Numa outra nota, se alguma vez andarem de bicicleta com um casaco até aos pés tenham cuidado para ele não ficar entalado nas rodas: pode ser que não o consigam tirar sem o rasgar e precisem de ir a uma loja de bicicletas, obviamente com a ela em mão, para tirar e roda e, com ela, o casaco. Isto se tiverem sorte, porque se não

Wednesday, 3 February 2010

Going forward