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Tuesday, 23 February 2010

One Piece: Strong World

[12/12/2009-23:55]

A história de comprar os bilhetes, ir para o filme, horários, peripécias e outras coisas que se passaram ficará para outra altura (já a fiz? ~ hmm). Por agora falemos no que é o décimo filme do One Piece e o primeiro dirigido pelo mestre que criou todas as coisas nesta manga: o Oda. O filme é a típica história shounen em que a integridade das personagens já conhecidas é respeitada, com a plot nem medíocre, nem over the top, e com um vilão fantástico que depois é derrotado de forma injusta e idiota só porque tem de ser. A animação é brutalíssima e as referências ao universo visual criado nas mangas, seja nos posters, seja na página inicial, são mais do que muitas. Para quem gosta de One Piece é obrigatório, para quem gosta de animais estranhos - tigres azuis de seis patas e polvos gigantes fora da água - a lutarem num free-for-all selvagem também. De resto é normal enternainment XD

Noroi

[11/12/2009-16:00]

Vi este filme à mais ou menos uma semana e não o recomendo a ninguém. A não ser que gostem de ficar assustador com o pensamento de subir as escadas ou olhar para o céu e ver uma pomba. Em particular não vejam este filme se estiveram no Japão: a quantidade de referencias visuais que são iguais ao sítio onde moram é horrível e não ajuda à tranquilidade mental e à imaginação demasiado volátil. O filme é, essencialmente, um filme dentro de um filme que é feito como um documentário e a sua maior vantagem é o quão real, plausível e verdadeiro parece. É como ir fazendo um puzzle e muito lentamente nos apercebermos que a imagem final é um destino terrível a que não podemos escapar. Se gostarem de horror, é obrigatório, se não, nem lhe toquem.

Tonari no Totoro

[10/01/2010-18:35]

Depois da visita, no ano passado, ao museu da Ghibli, finalmente vi o que é dos, se não o, anime mais famoso por aqui: Tonari no Totoro. Independentemente e se gostar ou não de anime, os Japoneses parecem ver o Totoro como algo à parte e, por isso, ele é adorado por praticamente toda a gente. Razão? Muito à maneira japonesa me disseram que ele é “ooki de kawaii” (grande e fofinho); e que mais é que é preciso para se gostar de um filme se não uma personagem assim?
Muito se fala sobre a sua atracção para crianças e adultos portanto vou passar a parte técnica dos maravilhosos e tantas vezes mágicos desenhos, vou passar as personagens tão cheias de humanidade e vida e vou directamente para algo que, agora que aqui estou, me atingiu com muito mais força do que eu pensei ser possível. O filme é japonês! Totalmente japonês o mais japonês que podia ser. Só agora noto que ele tem muito mais coisas do Japão do que me seria possível entender antes. O tirar os sapatos antes de entrar em casa; a vénia dada pela rapariga à velhota que os ajuda; a estrada ladeada por campos de arroz até perder a vista; o estudo de kanjis na escola; um torii e uma árvores gigantesca com uma corda com papel cerimonial à sua volta onde, de acordo com a tradição japonesa, moram os deuses e onde a família vai prestar os seus agradecimentos; e, por fim, a total falta de violência, ódio, revolta e maldade que não estou a ver em praticamente nenhum outro tipo de filme no mundo. Afinal, qualquer filme em que apareça um gato que é um autocarro tem de ser bom não é?

Monday, 22 February 2010

Memoirs of a Geisha

[03/11/2009-09:14]

Há um mês, ou lá perto, atrás vi esta gema que, embora demasiado hypada, mostra muitissimo bem algumas das vidas, atitudes, maneiras e emoções vividas no Japão pré-guerra e, mais tarde, o contraste terrível e arrebatador do Japão pós-guerra. Felizmente, como hoje posso comprovar, muita coisa não se perdeu e outras foram infinitamente melhoradas. Mas vendo as imagens do que seria Kyoto, com Geishas a caminhar lentamente com os seus coloridos quimonos e sombrinhas, com as casas soltas das sombras de arranha-céus, com a ocidentalidade completamente banida da vista, som e coração, não se pode deixar de suspirar e ter pena que o tempo não pare, por um momento que seja.

Friday, 16 October 2009

Akira

Ora, bem. O que é que se pode dizer sobre este filme que não seja uma repetição do que já foi imensas vezes dito? Não que é um clássico; não que foi uma tour de force técnica que ainda hoje é surpreendente; não que explora toda questão de juventude quase raivosa com a sociedade que os rodeia e mata devagarinho; não que é uma critica à reformulação e até à necessidade de renascimento dessa mesma sociedade, não que tem algumas das melhores cenas que, mais tarde, vêem a influenciar toda uma nova geração de novos animes, não que funde a música e a imagem de forma quase perfeita.
Posso é tentar dizer a todos - os que já o fizeram à tempos idos e os que ainda não tiveram esse prazer – para o verem e, quiça, reverem, pois é das melhores coisas que podem por a passar no vosso televisor/computador. Eu filo, daqui a seis dias, e foi awesome! :D

Saturday, 10 October 2009

Summer Wars

Eu confesso que quando o filme começou, eu tive dúvidas se era mesmo o filme ou uma das apresentações publicitárias mirabolante dos cinemas japoneses. Com uma diferença enorme: a qualidade da imagem era gigantesca. Este filme, alem de ser uma bomba visual, ora não fosse, realizado por Mamoru Hosoda que fez esta preciosidade, é um statement sobre temas tão profundos como relações familiares, respeito pelos mais velhos, consequências das nossas e arrependimentos com uma perspectiva tão pouco usada que já me tinha esquecido dela. Além disso e dentro dessa temática, funde os conceitos de realidade virtual e ligação a outros por meios virtuais com a proximidade intimista de uma família grande. As cenas de pancadaria virtual são lindíssimas e a imaginação usada na criação de Oz é de louvar. Pelo meio há a mais ou menos lógica e previsível história de adolescentes e a menos óbvia e imprevisível história de génios da matemática ou das virtualidades em questão.
Infelizmente para vocês, estando este diamante da animação a sair dos cinemas daqui por esta altura, só daqui a um ou dois anitos é que chega à internet. Quando chegar, recomendo toda a gente a vê-lo e eu a revê-lo: é que isto de ver filmes em japonês sem legendas é mais complicado do que parece.

Friday, 25 September 2009

Toki o kakeru shōjo

Depois da aula introdutória ao que será a melhor cadeira de sempre fiquei com muita vontade de ver um anime qualquer e, por recomendações passadas, foi este o escolhido. Muito muito muito bom, com uma animação, fluidez e montes de ideias fantásticas e, como seria de esperar, uma história que diz algo a toda a gente.

O que é que fariam se pudessem viajar no tempo? O que é que fariam se começassem a sentir o preço carmico de tal privilégio? De que fugiriam se a vida a tal vos obrigasse e como lidariam com os arrependimentos extraídos do acto de viver?

Saturday, 19 September 2009

Okuribito

E porque estar por cá também significa ver o que se faz por cá. Recomendo esta pérola a todas as pessoas que acham que oferecer uma pedra a quem gostamos pode ser uma boa coisa a fazer, e às outras, que pensam que a morte não tem qualquer tipo de ligação com a vida.